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Posts Tagged ‘relacionamento’

POR QUE ME CASEI?

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Não é difícil encontrar com alguém me perguntando sobre o motivo por eu ter me casado tão cedo. Confesso que, além de não saber o que responder, não entendo o que a pessoa quer descobrir com uma pergunta como essa.

Afinal, me casei com vinte e cinco anos, ou seja, um quarto de século. Nessa idade, Janis Joplin, Jim Morrison ou Kurt Cobain já estavam no auge da fama, conquistando multidões com o seu trabalho. Évariste Galois precisou de cinco anos a menos que isso para revolucionar alguns conceitos matemáticos, morrendo aos vinte. E Jesus Cristo, apenas com mais oito, mudou o curso da humanidade.

Portanto, os conceitos de cedo e tarde podem variar conforme as ações de cada pessoa. Sendo assim, não acho que me casei cedo. Nem tarde. Me casei quando tive vontade de me casar e achei que estava preparado para isso.

Mas, aí aparecem os questionamentos mais profundos: “como você sabia que estava pronto?”; “o que te levou a casar?”; “como sabia que ela era a pessoa certa?”; “não teve medo de dar errado?”. Continue lendo

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SOBRE RELACIONAMENTOS

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Eu nunca tive um namoro que durasse mais de 100 dias. Sempre tive a convicção de que quando ultrapasse a marca dos 3 meses é porque havia encontrado a pessoa com quem me casaria. E foi assim que aconteceu.

Mas, antes que você pense que este será um texto romântico, digo que esse sentimento não tem nenhuma relação com algo passional, nem mesmo com aquilo que chamam de “encontrar o amor da vida”.

Trata-se de pura implicância. Eu sou uma pessoa muito chata e 100 dias são mais que suficientes para eu listar (e potencializar) todos os comportamentos que me irritam em uma pessoa. Ou seja, uma risada estranha ou um posicionamento político diferente do meu, serviam de motivos para esfriar o namoro.

Eu sempre me apaixonei facilmente. Durante minha vida escolar, a cada bimestre estava perdidamente apaixonado por uma garota diferente. E, na maioria das vezes, elas nunca chegaram a ficar sabendo disso.

Eu conseguia a proeza de sofrer com as atitudes de alguém que não fazia a menor ideia que estava me magoando. Aquele relacionamento só existia em minha cabeça, portanto, inevitavelmente eu era o único que poderia sofrer com aquilo.

Depois de muitas frustrações, decidi ser sincero em meus relacionamentos. E a primeira coisa que fiz foi deixar de tentar ser aquele namorado que todo mundo queria ter. Nada de máscaras do tipo assistir um filme ruim sem reclamar só para não queimar o filme com a outra pessoa.

Assumi minhas chatices e expus para o mundo. Coincidência ou não, a primeira namorada que conheceu o meu “eu” mais honesto, também foi a mesma a conseguir ultrapassar a tal marca dos cem dias.

Casamos e dividimos o sofá da sala todas as noites para assistir séries na Netflix.

O fato é que não existe mágica. As coisas acontecerão naturalmente e você precisa ter consciência de que as pessoas não mudam suas essências. Ou seja, é sua decisão aceitar ou não os defeitos de alguém.

Mergulhar em um relacionamento que não te faz bem na esperança de que as coisas vão melhorar um dia ou que você pode “consertar” a outra pessoa, além de ser muita ingenuidade, é de uma prepotência absurda. Continue lendo

PRIMEIRO AMOR

casal

O coração dentro do peito batia ao ritmo de uma escola de samba. O suor frio encharcava a palma de sua mão e provocava-lhe calafrios, arrepiando os delicados pelos dos braços e da nuca. Regina estava apaixonada e embriagada pelo clímax que precedia o primeiro beijo.

Seus olhos fechados não viram que os dele estavam abertos. Aquele momento tinha que ser perfeito. Regina acreditou nessa sentença.

Um dia foram jantar juntos e ele não conversou muito com ela. Regina iniciava diversos assuntos, mas o companheiro devolvia poucas palavras. A moça de pele branca e rosada desferia o olhar mais apaixonado que seus olhos verdes podiam produzir.

Mas, o olhar que vinha do homem sentado em sua frente era vazio e percorria todos os cantos do estabelecimento, menos o rosto de sua companheira. Regina acreditou que aquele comportamento era resultado de um dia cansativo no trabalho.

No dia dos namorados, Regina acordou cedo para colocar em prática o que havia planejado durante um mês inteiro. Escreveu dezenas de bilhetes carinhosos e os escondeu pelos cômodos da casa dele. Encomendou uma cesta de café da manhã e enviou para o escritório onde seu amado trabalhava. Por fim, para atender ao pedido dele, comprou uma camisa oficial do time para o qual ele torcia.

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FRUSTRAÇÃO DOS NAMORADOS

Chegando ao fim da semana do Dia dos Namorados, vou cumprir o que prometi e postar o conto que foi inspirado na história do leitor Carlos Monteiro. Antes, quero agradecer a todos que enviaram suas histórias por e-mail. Obrigado!

***

Retirou o dinheiro de sua carteira para realizar o pagamento do produto que acabara de adquirir. O sorriso estampado em seu rosto era a prova de que Milena iria gostar do presente.

Ele pegou a sacola das mãos da vendedora, agradeceu cordialmente e partiu em direção ao estacionamento do shopping. Pagou o ticket e foi ao encontro de seu carro.

Dirigia alegremente, acompanhando as músicas que tocavam no rádio. Achou que a trilha sonora estava perfeita para celebrar aquele dia dos namorados. Depois de alguns minutos, com o carro imóvel, começou a se preocupar com a lentidão do trânsito. Não queria que Milena ficasse o esperando por muito tempo.

Milena era sua namorada há seis anos e ele temia que o tempo fizesse com que seu relacionamento caísse na rotina. Combinaram que a buscaria no serviço, para que fossem ao cinema e jantassem juntos. Queria proporcionar para sua namorada uma noite especial, a fim de não dar motivos para ela reclamar de seu companheiro. Ele sabia que as mulheres passam a se queixar de seus parceiros depois de certo tempo de convivência.

Decidiu que com eles não seria dessa forma. Estava disposto a fazer o possível para que seu namoro não fosse mais uma vítima do marasmo.

Estacionou em frente ao prédio onde Milena trabalhava. Estava atrasado. Estranhou o fato de não encontrá-la em pé na calçada impaciente esperando por ele. O que teria acontecido?

Desceu do carro e ligou para o celular de sua namorada. Nada. O aparelho chamava até cair na caixa de mensagens sem que ninguém atendesse a ligação.

Ficou preocupado sem saber como localizá-la, pois o prédio em sua frente já estava fechado com todas as luzes apagadas. Leia mais

O PRIMEIRO ENCONTRO

Depois de tanto tempo apenas conversando, lá estava ela falando em encontro.

Fiquei meio confuso, só conhecia aquela pessoa por um monte de letrinhas na tela do meu computador. Como será o sorriso dela? E a sua voz?

Ela disse que iria ligar para combinar tudo, será que vai ligar mesmo? Eu olhava para o celular, esperando que ele me desse alguma resposta, porém, nada aconteceu. Ele continuou imóvel, sem acender luz alguma. Acho que ela não ligará.  Leia mais

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