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Archive for março \20\UTC 2015

SOBRE O ÓDIO QUE SENTEM

O ódio

Acho engraçado como as pessoas acreditam que o fato de não fazer alguma coisa já é relevante o suficiente para cumprir seu papel na sociedade. Hoje, no trânsito para o trabalho, vi um carro com um adesivo dizendo: “A culpa não é minha. Eu votei no Aécio”.

Muito estranho a pessoa declarar abertamente o voto em alguém que também recebeu dinheiro de todas as empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato. Minha dúvida é se ela acredita que, no caso do senador tucano, os empresários doaram milhões de reais por amor ou se, simplesmente, ficou aliviada de seu candidato não ter sido eleito e, consequentemente, a bomba explodir no colo de outros político corrupto.

Enfim, o fato é que o motorista do carro em questão, usou o acostamento para cortar um pequeno trecho do engarrafamento. E aí eu me pergunto: qual será essa tal “culpa” a qual ele se refere?

Se for pelo fato de algumas dezenas de pessoas terem ficado milionárias de forma ilícita, neste caso, realmente ele não é culpado. Entretanto, se a intenção era falar da situação caótica que o país enfrenta, aí, meu caro, o indivíduo errou feio. Errou rude. Continue lendo

SOBRE O DIA 8 DE MARÇO

dia-da-mulher

Escrever sobre o Dia Internacional da Mulher é sempre uma tarefa complicada. Não por falta de inspiração, mas, porque estou contaminado culturalmente por clichês que mais reforçam comportamentos que deveriam ser combatidos, não só no dia 8 de março, mas, também nos outros 364 dias do ano.

Então, a melhor coisa que posso fazer pela causa é não atrapalhá-la, escrevendo um monte de baboseiras temperadas por um machismo que existe independentemente de querer ou não.

Portanto, neste primeiro momento, deixarei o plural de lado e vou falar apenas de uma mulher: minha mãe.

E não farei isso usando esses blá blá blás que costumo ver por aí durante este mês. Vou escrever sobre ela porque já faz um tempo que desejo homenageá-la e achei que este seria um bom momento para isso.

Minha mãe, apesar de ter passado por maus bocados na infância sendo criada apenas pela minha vó, nunca vestiu a armadura de “mulher guerreira”. Enfrentou as dificuldades que apareciam porque não havia outra opção. Continue lendo