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Archive for fevereiro \19\UTC 2015

SOBRE CARNAVAL E BIG BROTHER BRASIL

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Carnaval é uma data bem contraditória, onde os puritanos cultuam o sexo sem medo de julgamentos e os machões homofóbicos botam para fora seus instintos reprimidos, vestindo vestidos e babydolls. Tudo, é claro, em nome da alegria.

Passei muito tempo tendo a obrigação de não gostar dessa data. Reclamava pelo simples fato de reclamar, apenas para assumir o papel de ser o “do contra” na situação. Esse também era o mesmo comportamento diante de novelas e Big Brother Brasil.

Acredito que acontece com a gente, de uma forma bem sutil, um fenômeno semelhante ao que assisti no filme Forminha Z, quando decidem desde cedo o papel que cada um irá desempenhar dentro do formigueiro.

Também acontece isso em nossas relações sociais. Ainda na nossa infância, vem alguém – ou um grupo – e define o que seremos para o resto da vida. E no meu caso, fui rotulado como o “cara inteligente”.  Continue lendo

SOBRE LIMITES, INCLUSIVE NO HUMOR

limite

Recebi uma sugestão para escrever sobre o limite do humor. Achei um tema bem inusitado, mas, gostei da ideia.

Como não sou um humorista, não me sinto no direito de interferir nas diretrizes da profissão dizendo o que é certo ou errado nela. Então, de uma forma bem despretensiosa, acredito que toda piada é válida, contanto que faça alguém rir.

Porém, como cidadão me pauto pelas leis do país – e aqui não me refiro apenas ao humor – logo, um crime, antes de qualquer outra coisa, sempre será um crime.

Mas, então, esse seria o limite de uma piada?

Tomando como base o sentido literal da palavra, ainda acredito que não. Afinal, se a legislação servisse de limite para todo mundo não teríamos tantos crimes por aí… Continue lendo