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Archive for outubro \27\UTC 2014

SIM, AS MANIFESTAÇÕES SE REFLETIRAM NAS ELEIÇÕES

manifestações

Engraçado como antes mesmo do fim da apuração dos votos destas eleições, alguns eleitores do Aécio começaram a bombardear as redes sociais com imagens alusivas às manifestações de junho de 2013 menosprezando, ofendendo e até responsabilizando os manifestantes pela reeleição da Dilma.

Pode-se falar muita coisa sobre aquele movimento. Que não tinha pauta definida, que era desorganizado, que era formado por vândalos, ou então que era realmente apenas por causa dos 20 centavos. Para todas essas afirmativas, e mais algumas outras, é possível argumentar em um nível respeitável de debate. Entretanto, relacionar as manifestações à imagem de Dilma ou de Aécio é, no mínimo, um grande equívoco político.

Primeiro, a quantidade de pessoas que foram às ruas, embora significativa, não chega a 3% do eleitorado brasileiro. Portanto, caro leitor, não foram eles que decidiram as eleições a favor ou contra o seu candidato. Por conjecturas apenas, acredito que seria mais provável usá-las para justificar o desempenho de Luciana Genro no primeiro turno, quase 2% dos votos válidos, do que relacioná-las com a vitória de Dilma.

Acontece que a culpa do Aécio não ter sido eleito não é dos manifestantes, não é de Dilma e, nem mesmo, de Marina Silva. Mas, do próprio candidato que, em quatro anos de senado, teve um desempenho comparado ao do deputado Tiririca. Que, embora levantasse como bandeira de campanha seu trabalho em Minas Gerais, obteve duas derrotas significativas no estado. Continue lendo

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POR ISSO, NÃO VOTO EM AÉCIO

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Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que não pretendo convencer ninguém a trocar seu voto após ler este texto. Não acho adequado debater política como um torcedor defende seu clube de futebol. Prefiro acreditar que cada um se decide por aquele candidato que mais se aproxima de suas concepções ideológicas.

E, com base nisso, escrevo no intuito de expor alguns dos motivos pelos quais eu não voto em Aécio Neves.

Nas últimas semanas alguns eleitores do candidato tucano expressaram um sentimento de superioridade intelectual em relação aos outros que se opõem ao seu posicionamento político. Fato que, por si só, já seria questionável, porém, deixando a presunção de lado, vale lembrar que a maioria deles começou a acompanhar as campanhas eleitorais só agora nos últimos três meses, após a Copa do Mundo. Estes seres, tomados por uma arrogância irracional, não percebem que, enquanto eles estavam vestidos com suas camisetas amarelas assistindo aos jogos da seleção dentro de arenas superfaturadas, do lado de fora daquele universo verde e amarelo tinham pessoas preocupadas com outros assuntos, inclusive política.

Portanto, a escolha de um candidato não torna ninguém superior, afinal, em um país onde todos somos obrigados a votar, essa decisão pode estar mais relacionada a uma atitude mecânica do que cognitiva.

Esses mesmos eleitores também adotaram um discurso de vítimas de um suposto golpe socialista idealizado pelo PT, quando na verdade foi justamente a ausência de um governo nos padrões da antiga esquerda que decepcionaram quem acreditava em uma reformulação promovida pelo partido dos trabalhadores. O dinheiro investido em Cuba, Venezuela e Bolívia está longe de representar uma mudança em nosso sistema capitalista, nada mais é que um afago no ego dos esquerdistas radicais que ainda tentam enxergar resquícios de sua ideologia em um partido que há muito tempo deixou de representá-los. Continue lendo