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Archive for outubro \29\UTC 2012

HOMEM QUE É HOMEM

Nunca me simpatizei com a expressão “homem que é homem”. Em meus anos escolares, os garotos que falavam isso eram os mais chatos da turma. Mal educados, não tiravam notas boas, mas, excelentes jogadores de futebol.

Eu sempre fui um péssimo jogador de futebol. Talvez por isso, não era convidado para entrar no grupo desses garotos.

Sim, mesmo não me simpatizando com eles, tinha um desejo imenso de fazer parte daquele grupo. As garotas só gostavam deles.

O tempo passou, a adolescência se foi e não fui aceito naquele grupo. Cresci, amadureci e percebi que na vida adulta ainda há quem bata no peito e diz: “homem que é homem”.

Penso que, mesmo após uma evidente modernização mundial, a mentalidade de alguns permaneceu a mesma. O machista de ontem é o mesmo machista de hoje. A diferença é que agora ele tem filhos, sobrinhos ou afilhados que aprendem e reproduzem esse pensamento preconceituoso.

Onde está a falha para o machista permanecer machista durante todos esses anos? Na escola que não interferiu adequadamente em sua formação? Na família que não impôs limites ao “filho homem”? Na igreja, onde as mulheres sempre tiveram papéis coadjuvantes? Ou, na própria mulher que aceita um homem machista? Leia mais

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AQUELE QUE FALA SOBRE UM CONTO NEM TÃO CHATO ASSIM

Esse texto tem um significado especial por me lembrar uma pessoa que modificou a minha vida. (óouunn!)

Sempre fui muito cético, principalmente no que se refere ao comportamento humano. Nunca acreditei na tal bondade gratuita.

Quando conheci essa pessoa, depois de horas conversando, ela ficou chocada quando falei sobre esse assunto. Levei mais uma hora tentando convencê-la de que não se tratava de pessimismo, mas de realismo. Não consegui, pois, ela tinha razão no debate. Eu estava sendo muito intransigente.

De certa forma, manter um mínimo de esperança na humanidade é fundamental para um bom convívio social.

Enfim, deixando o papo filosófico de lado, acabei me convencendo que existem pessoas boas (mesmo não tendo certeza da gratuidade dos atos). Pessoas que te motivam de uma forma inconsciente.

Então, cheguei em casa nesse dia disposto a escrever sobre esse sentimento. Um texto sobre otimismo sem ser careta ou piegas.

Acho que consegui!

Categorias:Contos

A MAGIA QUASE ESQUECIDA

No acalento de teus braços

O passar do tempo congela

Na estação primavera.

 

Teu sorriso, ah, teu sorriso…

Reflete em meus olhos

A magia quase esquecida.

 

E os versos adormecidos

A respiração soletra suavemente

Os escritos da paixão renascida.

 

O palpitar dos corações

Uma doce melodia faz ecoar

Pela janela do quarto.

 

Quase noite

E a lua já vem mostrando seu brilho.

E nós ali, ainda abraçados,

Sentindo o amor sem pressa, sem desespero.

Somente ali no afago de teus braços

O tempo para.

 

Teu sorriso, ah, teu sorriso…

Reflete em meus olhos

A magia quase esquecida.

 

Não existe mais ninguém,

Somente nós.

***

Poema escrito por Cecília Guerra.

Quer ver seu texto aqui também? Mande sua contribuição para o e-mail historiadaestoria@gmail.com

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RENATO RUSSO, O TROVADOR SOLITÁRIO

Hoje completam dezesseis anos que o trovador solitário respirou pela última vez. No dia 11 de outubro de 1996 o Brasil deu adeus ao seu ícone do rock nacional dos anos noventa.

O cara era chato, prepotente e arrogante, mas, mesmo assim, arrastava uma legião de fãs. Esse seu gênio forte foi, talvez, a principal causa de seu sucesso.

Renato Rocha, Marcelo Bonfá, Dado Villa-Lobos e Renato Russo formavam a Legião Urbana, a banda que colocou Brasília de vez no cenário do rock nacional. É praticamente impossível encontrar um estudante brasiliense que não tenha cantando os versos de Renato durante o intervalo de suas aulas.

Renato Manfredini Júnior quebrou a barreira do preconceito afirmando em suas músicas sua orientação sexual e, o mais engraçado de tudo, fez com que vários Joões Chinelões cantassem “e eu gosto de meninos e meninas” sem nem perceber o que significava.

Mesmo tendo eternamente doze anos de idade, Renato estava à frente de sua época. Cantava em alto e bom som que o Brasil era o país do futuro. Hoje, mais de uma década depois, há quem diga que o tal futuro previsto pelo trovador ainda não chegou. Afinal, as guerras santas não cessaram pelo mundo e, por aqui, os políticos ainda gastam mais dinheiro com propaganda do que com educação e saúde para quem precisa.

As músicas da Legião apresentaram personagens que despertavam os mais diversos sentimentos nos ouvintes. Muitos torceram pelo relacionamento de Eduardo e Mônica. Choraram com a morte do João Roberto, o maioral em seu opala metálico azul, e odiaram Jeremias, assassino do tal João de Santo Cristo.

É certo que ninguém é insubstituível, mas, nesses dezesseis anos o substituto do líder da Legião ainda não apareceu.

O fato é que mundo anda tão complicado, e o que lançam no mercado musical não passa de mais do mesmo. Cheio de refrões repetitivos e com pouco conteúdo, falta um cara chato como o Renato para deixar o cenário musical mais legal.

AMOR E ÓDIO

Amor e ódio são dois sentimentos interessantes, antagônicos e dependentes.

A relação entre amor e ódio é bem mais simples do que desenham por ai. Não se trata de questões complexas como o bem contra o mal, mas de ações e consequências. O ódio é aquilo que sentimos quando falta amor.

Quem pode dizer que odiar é errado? Quem tem coragem de falar para um pai que ele não pode odiar o assassino do filho? Como não odiar o sistema quando nos sentimos impotentes diante de uma injustiça social?

 Quando perguntaram em uma entrevista para Eva Schloss, uma judia sobrevivente do Holocausto, se ela havia perdoado seus torturadores nazistas, a resposta foi curta e direta: “não”. Leia mais

ESCLARECIMENTO

Pessoal, peço desculpas pela ausência de novos textos aqui no blog. Mas, é por uma causa justa.

Estou concluindo meu livro… falta pouco para ele ficar pronto! Por isso o blog anda um pouco abandonado..

Espero que entendam e prometo que nos próximos dias terá texto novo por aqui!

Obrigado.

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