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Archive for julho \25\UTC 2012

ESCREVER OU NÃO ESCREVER, EIS A QUESTÃO?

Hoje – 25 de julho – é o dia do escritor. Não sabia da existência desta data, mas quando uma amiga me falou sobre ela, pensei em publicar aqui no blog um texto do tipo “autocelebração”. Entretanto, surgiu uma dúvida cruel: “será mesmo que sou um escritor?”

Acho que não.

Escritores são seres peculiares, sonhadores e grandes observadores. Eles dedicam parte de seu tempo para informar ou entreter outras pessoas. Eu não sou tão dedicado assim. Quando escrevo algum texto levo em conta apenas o meu sentimento em relação ao tema e não me preocupo como o mesmo será interpretado pelo leitor.

Claro que essa é a minha opinião e que não tem nenhuma obrigação de ser adotada como verdade absoluta, mas acredito que um escritor não pode pensar só em si.

Lembro de um dia que meu professor de filosofia me perguntou se uma árvore caindo em uma floresta completamente deserta faz barulho. Logicamente respondi que sim, mas ele me questionou como eu podia ter certeza disso se não tinha ninguém por perto pra afirmar se ouviu, ou não, o barulho. Durante um tempo fiquei pensando nas substâncias ilícitas que aquele professor deveria consumir para ficar perdendo tempo com disparates como esse, mas, depois entendi o que ele queria me dizer e, de fato, tinha razão. Afinal, o barulho existe se não tem ninguém para ouvi-lo? Uma coisa não depende da outra para existir?

De forma análoga, concluo que um escritor não existe sem o seu leitor. Por isso, repito que não me considero um escritor. Sou apenas um aspirante ao cargo, sonhando chegar lá um dia. Leia mais

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AQUELE QUE FALA SOBRE A VIDA DE DOCENTE

De onde tirei a inspiração para esse conto? Bem, vejamos… Talvez tenha sido de alguma das diversas aulas que dei por aí. Embora a vida de um professor não seja nada fácil, não foi difícil escrever esse conto.

Escrevi essa história imaginando minha turma do 5º ano (antiga 4ª série) e intencionei mostrar o paradoxo que vive um educador, pois, mesmo passando por situações iguais (ou piores) a essa que foi relatada, sente prazer em estar ali. É um misto de frustração e alegria ao mesmo tempo.

Então, divirta-se com o texto, relembre do seu tempo de aluno e, o mais importante, perceba o quanto se deve respeitar um professor. Afinal, toda vez que uma mãe bate no filho dizendo “não sei mais o que fazer com esse menino”, lembre-se que para o educador não existe esta opção… Sem contar que ele tem, por turma, em média mais 35 crianças como essa.

Categorias:Contos

HOJE É DIA DE ROCK

Que mané sexta-feira 13 que nada… Hoje é dia de Rock, baby! Quem liga para o azar quando se pode ficar o dia inteiro ouvindo solos de guitarra? Segue a homenagem do História da Estória:

ROCK AND ROLL (Raul Seixas/ Marcelo Nova)

Há muito tempo atrás, na velha Bahia
Eu imitava Little Richard e me contorcia
As pessoas se afastavam pensando
Que eu tava tendo um ataque de
Epilepsia (de epilepsia)

No teatro Vila Velha,
Velho conceito de moral
Bosta Nova pra universitário,
Gente fina, intelectual
Oxalá, oxum dendê oxossi de não sei
o quê. (de não sei o quê)

Oh, rock’n’roll, yeah, yeah, yeah,
That’s rock’n’roll

A carruagem foi andando e uma década depois
Nego dizia que indecência era o mesmo
Feijão com arroz
Eu não podia aparecer na televisão
Pois minha banda era nome de
Palavrão (nome de palavrão) Leia mais

Categorias:Lado B

Ô COISA CHATA…

Ir ao cinema não me dá mais prazer quanto antes. Tudo bem, eu entendo e até sou favorável que mudanças devem ocorrer de geração para geração, mas é que está sendo difícil aceitar alguns novos comportamentos.

Sempre tive o objetivo de não me tornar aquele tiozão chato que fica o tempo todo resmungando durante as reuniões familiares, mas não garanto que conseguirei evitar minha iminente rabugice. Não agüento mais sair de casa para fazer as coisas que sempre me divertiam.

Repito, eu sei que o mundo está mudando e não quero que todo mundo se comporte como se ainda estivéssemos nos anos noventa. O que estou dizendo é que, dessa vez, não estou gostando do resultado e torço para que esse novo comportamento mude rapidamente para um “novo novo comportamento”.

Desde quando eu era mais jovem, meu divertimento sempre foi assistir televisão, ir ao cinema, ler livros emprestados (raramente comprava livros), ouvir rádio e ir a shows de música. O problema é que isso está ficando chato. Não porque deixei de gostar dessas coisas, mas é que elas estão mudando para acompanhar esse tal de novo comportamento.

Hoje em dia preciso ficar um bom tempo em frente ao PC garimpando em todos os sites dos cinema da cidade até encontrar uma sessão legendada do filme que quero assistir. Calma, não sou uma daquelas pessoas que fizeram um cursinho de inglês e se sentem os doutores do idioma, na verdade, quem me conhece sabe o quanto sou péssimo com a língua estrangeira. Mas, o fato é que o filme dublado perde completamente a qualidade do áudio original e, francamente, é perturbador assistir um filme em que o John Travolta tenha a mesma voz que o Burro do Sherek. E frequentemente os cinemas estão optando cada vez mais em exibir apenas filmes dublados. Leia mais

MENOS QUE SE QUER É TUDO

No caminho para o trabalho, novamente fiquei preso no engarrafamento. Nada diferente dos outros dias, as mesmas notícias no rádio, as mesmas músicas e as mesmas caras fechadas dentro dos outros carros.

Algo tão normal que, por um momento, me desliguei daquele caos e me concentrei na música que estava tocando. E esses versos me chamaram atenção: “Menos que se quer é tudo. Tudo que se tem é nada”.

Já havia escutado essa música anteriormente, mas hoje rolou aquele insigth.

Estes versos resumem bem o comportamento do ser humano. Provavelmente você já presenciou uma criança deixar seu boneco de lado para brincar com o carrinho do colega e quando chega a hora de ir embora não quer largar mais o brinquedo alheio.

O que muda quando ficamos mais velhos?

Nada.

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