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NÃO CONTE A NINGUÉM

Sabe quando você era criança e sua mãe te obrigava a tomar remédio? Você apertava o nariz com o seu indicador e o polegar, fechava os olhos, fazia careta, colocava aquele líquido rosado na boca e… Gostava do sabor?! Pois então, esta foi a melhor maneira que encontrei para descrever o que senti ao ler o livro Não Conte a Ninguém do Harlan Coben. Achei que seria uma leitura cansativa, só estava em minha estante por ter sido um presente, mas quando li a dedicatória já comecei a rever meu conceito.

Esse livro não é nenhum lançamento, mas como não se popularizou aqui no Brasil, vale a pena divulgá-lo novamente, afinal histórias literárias não são perecíveis e ele ainda é encontrado em qualquer livraria por aí. Não Conte a Ninguém é o exemplo do clichê: “não julgue um livro pela capa”. Sua aparência insossa, que lembra mais um livro espiritual ou de auto-ajuda, não revela que ali dentro encontram-se palavras que montam um dos thrillers mais eletrizantes que já li. Repleto de ação, mentiras, aventuras e suspense, prato cheio para quem gosta de vilões cruéis e finais surpreendentes.

Sem dúvida David Beck é o personagem mais humano que já conheci. O fato de não ser identificado por sua profissão, já diz tudo. Ele não é um criptologista, nem um policial e muito menos um professor especializado em símbolos religiosos. Beck é um pediatra que se envolve em uma trama policial extremamente envolvente e, seguindo toda a lógica do universo, apanha mais do que soluciona problemas.

Se tivesse que resumir este livro em apenas uma frase, com certeza seria: Início intrigante, desenvolvimento angustiante e final surpreendente. Os últimos capítulos me prenderam de tal forma que, mesmo precisando acordar cedo no outro dia, passei a madrugada inteira tentando me convencer que iria ler só mais um capítulo. Estava tão envolvido que, mesmo fechando aquelas páginas, não dormiria tranquilo. Quando cheguei à última página do livro e passei pelo último ponto final, não conseguia acreditar no que li. Apaguei a luz do meu quarto, acomodei minha cabeça no travesseiro e ainda com os olhos abertos encarando a escuridão, sussurrei: “Caramba”.

Na manhã seguinte, cheguei atrasado no trabalho parecendo um zumbi de tanto sono, mas valeu a pena. Já virei fã de carteirinha do Harlan Coben e o que posso dizer é que seus outros livros são tão bons quanto este.

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