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AQUELE QUE FALA O QUE ACONTECEU COM POLYANA

Este texto é mais um exemplo da minha busca por um final interessante. Ficava inquieto com o desejo de escrever uma história que não fosse esquecida logo depois do último ponto final. E ainda me preocupava com a ideia de não enxergar uma característica peculiar  em meus textos.

Paralelamente às angústias literárias, estava começando um novo namoro e tal qual um pavão, procurava impressionar minha companheira. Tentava ser mais engraçado, mais inteligente, mais responsável e etc (início de namoro é sempre uma farsa). Após assistir ao lado dela uma reportagem no noticiário local que falava sobre um assalto, comecei a discursar eloquentemente sobre a falta de punição para alguns criminosos no Brasil. Meus argumentos eram cheios de clichês e não havia nenhuma fundamentação jurídica.

Deu tudo errado. No lugar de impressionar com minha inteligência, acabei assustando a “humanitária mulher” que não concordava com nada que eu dizia. O debate se prolongou por vários minutos e naquela mistura de incredulidade com perplexidade, percebi que não seria com frases de efeito que a convenceria da existência de impunidade na justiça brasileira. Entre um sorriso sarcástico e outra frase irônica veio a solução: “Preciso criar uma situação verossímil que ilustre meu argumento.” Foi assim que surgiu o “Polyana”, um texto frio e seco que poderia ser facilmente confundido com as histórias dos jornais.

O fato é que este debate não serviu apenas como inspiração para um texto novo, mas também para mostrar o quanto somos inseguros e criamos algumas máscaras que camuflam nossa personalidade a fim de impressionar alguém. Depois desse dia, por não ter chegado em um denominador comum, o namoro ficou bem mais interessante e passei a admirá-la mais do que qualquer outra, pois o fato de discordar das minhas ideias indicava que tinha opinião própria.

Percebi que o debate sobre a eficácia do Sistema Judiciário Brasileiro foi inútil, pois enquanto escrevia, sentia um misto de sentimentos diversos e acabei concluindo que, em determinados casos, absolutamente nada poderia ser feito para amenizar a dor de alguém. Outro aspecto positivo deste texto é que, embora ainda não tenha alcançado meu final perfeito, comecei a desenvolver nele uma interessante característica para os meus próximos trabalhos… Quer saber qual? Simples, continue acompanhando o blog. ;-)

Ah, ficou curioso(a) para ler o texto da Polyana? Então não perca o próximo post.

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Categorias:Contos
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