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Archive for fevereiro \27\UTC 2012

AQUELE SOBRE O ENCONTRO COM BELA

O legal de ter criado este blog, é que posso observar o desenvolvimento da minha forma de escrever. Passei pelo romantismo recheado de clichês, depois pelo desafio de escrever algo que não fizesse parte da minha realidade e  enfim chegando agora em um desejo de concluir bem o meu texto.

Cansei de pegar livros que tinham histórias perfeitas,  mas não terminavam bem. Então fiquei determinado em escrever algo que terminasse de uma forma imprevisível.

Em uma noite, no intervalo de um jogo de futebol, passou na televisão de casa uma propaganda sobre doação de órgãos que causou bastante comoção entre meus familiares que estavam na sala. Não lembro bem como era o roteiro, mas tinha um homem (que morria) e um cachorrinho (que sentia falta do tal homem). Fiquei ouvindo os comentários dos meus pais sobre a campanha e viajando nas ideias. Quando terminou o segundo tempo do jogo, não sabia qual era o placar, mas já estava com a história toda estruturada na mente. Passei a madrugada inteira em frente ao computador até terminar de digitar o último parágrafo.

O texto, assim como os anteriores, não tem uma característica marcante. Indicando claramente que ainda não havia definido um gênero literário e, portanto, continuava escrevendo sobre nada o cotidiano.

Embora seja um texto bem simples, gostei do desenrolar da história e da cara de felicidade que minha mãe ficou quando o leu. Ainda não havia alcançado o gran finale que eu tanto buscava, mas a conclusão já não foi tão previsível quanto as anteriores.

Não deixem de conferir no próximo post o surpreendente relato que ilustra o exato momento em que um homem encontra com sua Bela.

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CARNAVAL, CARNAVAL…

Eu gosto de Carnaval. Afinal, são poucas vezes no ano que posso ficar quatro dias seguidos em casa e colocar em dia minha vida social.

Entretanto, não gosto dos velhos conceitos que são empurrados goela abaixo por grande parte da sociedade e da triste realidade do país de considerar como “ano útil” apenas o período pós-Carnaval.

Quem falou que a pessoa que passou esses quatro dias em um retiro espiritual não curtiu? Ou que quem colocou sua leitura em dia, diminuindo aquela pilha de livros que estavam à espera de um tempinho livre, não aproveitou? Acredito que não existe uma forma correta para se comemorar, e induzir alguém a se comportar conforme a maioria é um erro.

Acontece que algumas pessoas são extremamente carentes e tem a necessidade de mostrar que são divertidas. Sonham com o dia em que serão tão populares quanto o protagonista de uma comédia romântica norte-americana.

Sabe aquele tipo de gente que te convida para uma festa dizendo que vai ser super legal porque fulano de tal estará lá, ou seja, insinuando que sua companhia não será o suficiente para animar a festa? É o tipo que vive na balada, mas sofre de depressão. Comemora por estar solteiro, mas vive tentando se reatar com a antiga namorada.

Então, são pessoas assim que disseminam um conceito errado para este período do ano e estragam o meu Carnaval, transformando o trânsito em um campo de guerra e os muros em banheiros públicos. Acham que o Carnaval está completamente ligado a bebedeira, samba e DSTs e esquecem que existem, em todo esse planeta azul cheio de água, inúmeras outras formas de diversão.

Por acaso você conhece alguém que tem um vocabulário formado por gírias, que se veste com abadás e que mesmo durante a noite usa uns óculos com armação colorida como tiara de cabelo? Pois é, já parou para pensar que essa pessoa pode ter passado boa parte do feriado inconsciente sob efeito de bebidas alcoólicas, sem ficar com ninguém e postando periodicamente em sua página do facebook suas incríveis aventuras carnavalescas?

Qual a diferença entre este ser excepcional e quem ficou em casa navegando na internet aproveitando ao máximo o serviço delivery dos restaurantes? Será que ele aproveitou o Carnaval mais do que aquele rapaz magricela e tímido que decidiu ficar assistindo televisão ao lado de sua namoradinha em um quarto rústico de um hotel fazenda por aí?

Enfim, Carnaval é apenas um feriado. Um dia no qual você não terá que cumprir horário no serviço e está livre para fazer o que bem entender.

E não. Mesmo que alguém tenha afirmado categoricamente, se você não gosta de axé, seguir o trio elétrico do Chiclete com Banana não será a melhor coisa da sua vida.

E se você, caro leitor, está com a tendinite atacada e calos nos dedos por ter passado boa parte desse feriado jogando PES 12 até provar entre seus amigos quem é o melhor, parabéns! Você aproveitou bem sua folga.

Por fim, torno a afirmar que realmente gosto de Carnaval. Só não gosto mesmo é das pessoas que gostam de Carnaval, elas acabam com minha tranquilidade.

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AQUELE QUE FALA SOBRE O BANHO

Após ter percebido a reação positiva das pessoas em relação ao texto anterior, decidi tentar criar uma história do zero. Sem que fosse baseada em alguma situação em que eu fui o protagonista.

Desafio aceito, pensei em algo que fosse completamente o oposto da minha rotina, para que a história não sofresse nenhuma influência. Não demorou muito para imaginar um cara que trabalhasse em um escritório, usasse terno e adorasse tomar banho. Ou seja, bem diferente de mim.

Quando eu era criança, a parte do dia que eu menos gostava era quando minha mãe dizia que era a hora do banho. Sempre desejava que um dia ela fosse tão compreensiva quanto a Dona Lurdinha, mãe do Cascão.

Portanto, neste texto decidi inverter essa situação e imaginar como seria a frustração de uma pessoa que passa o dia inteiro esperando chegar a hora do banho.

Sem o romantismo cheio de clichês do texto anterior, com este texto procurei expressar o íntimo do personagem, em uma tentativa de ilustrar aquilo que a gente pensa e, para o nosso bem, ninguém mais fica sabendo.

O texto foi escrito em primeira pessoa por dois motivos. Primeiro porque achei que seria mais fácil imaginar a situação acontecendo comigo ao invés de me colocar no lugar de alguém. E segundo é o fato de ser um admirador dos autores que dão todos os detalhes de um crime e as vezes nunca pegaram em uma arma na realidade.  Valeu, Rubem Fonseca!

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O PRIMEIRO ENCONTRO

Depois de tanto tempo apenas conversando, lá estava ela falando em encontro.

Fiquei meio confuso, só conhecia aquela pessoa por um monte de letrinhas na tela do meu computador. Como será o sorriso dela? E a sua voz?

Ela disse que iria ligar para combinar tudo, será que vai ligar mesmo? Eu olhava para o celular, esperando que ele me desse alguma resposta, porém, nada aconteceu. Ele continuou imóvel, sem acender luz alguma. Acho que ela não ligará.  Leia mais

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AQUELE QUE FALA SOBRE O PRIMEIRO ENCONTRO

Sabe o que um nerd faz depois que conhece uma garota legal? Vai para o computador e escreve um conto sobre o encontro. Pelo menos foi o que eu fiz.

Não foi a minha primeira namorada. Eu já estava na faculdade quando conheci a irmã de uma colega da minha sala. Conversamos bastante, mas se tem uma coisa que não se aprende no curso de Matemática é como chegar em uma menina.

Marcamos um encontro. Foi divertido, lanchamos, conversamos e rimos. Ela deu diversos sinais de que também estava afim, porém minha timidez foi mais forte e nada fiz.

Voltamos para casa no zero a zero. Passei o resto do dia pensando que ela deveria estar rindo de mim… Tinha que fazer alguma coisa para reverter aquela situação. Minha honra estava em jogo!

Então comecei a digitar no word todos os momentos constrangedores daquele encontro, foi quando percebi que, se não fosse eu o personagem, até que aquilo daria uma história legal…

Foi assim que comecei a escrever e de quebra ainda ganhei uma namorada. Tá certo que o namoro não durou nem um mês, mas valeu a pena começar a desvendar os segredos do mundo das palavras…

Em breve vocês terão acesso a este texto e sentirão vergonha alheia por mim.

E O WANDO, MORREU?

Tanta coisa está acontecendo que eu não consigo acompanhar todas e deixo de explorar assuntos interessantes.

São tantas decisões para um dia que 24 horas não são o suficiente. Muitas perguntas para uma cabeça só: Compro um cachorro? Estudo para o concurso? Onde almoçar? E o nome do cachorro? É hoje que o filho da mulher rica vai morrer na novela? Para que dia é o relatório que o meu chefe pediu? Hoje tem jogo? E o Wando, morreu?

Reservando um bom tempo do meu dia para responder esses tipos de perguntas, vou deixando de perceber que coisas piores estão acontecendo: os deputados vão deixar para iniciar as atividades parlamentares só depois do carnaval, o trânsito de Brasília se torna mais caótico a cada dia, a violência fica cada dia mais evidente no cotidiano das pessoas e a educação (arma fundamental para solução desses problemas) é uma piada no país.

Na verdade, deveria mesmo me perguntar é se realmente há esperança para que este seja o país do futuro. Mas, não me faço essa pergunta porque tenho medo da resposta.

Não se trata apenas de culpar o governo. Essa atitude é tipo o chuin chuin chun clain para os brasileiros, sempre que a coisa aperta é mais fácil colocar a culpa em quem nos governa. Até porque passa a impressão de que não se precisa fazer nada para que algo mude. O problema é que sempre a culpa é de alguém, menos minha.

Mas o fato é que quando entro no meu carro e vejo motoristas andando no acostamento durante o engarrafamento para ultrapassarem TRÊS carros para permanecerem parados mais adiante, ou quando entro no meu twitter e vejo que todos os dias alguma família (?!) de determinado artista ruim lidera os TTs com um monte de baboseira, concluo que não. Esse não é o país do futuro.

E a culpa de tudo isso é minha. Pois passei a ter preguiça de tudo, preferi criar o meu universo onde me  preocupo apenas com os assuntos mais simples e o mundo lá de fora que se exploda. Compro o cachorro, não estudo, almoço no Bob´s, peço para alguém escolher o nome do cachorro, assisto a novela, deixo o relatório para outro dia, vejo que não tem jogo na televisão, vou para a cama repor minhas energias e começar mais um dia, porém, antes de me entregar ao sono uma pergunta ainda me atormenta: E o Wando, morreu?

Sem tentar entender porque um artista como ele só aparece nos TTs do twitter quando morre enquanto as diversas “famílias” andam soltas por aí, durmo.

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ORGANIZANDO AS IDEIAS

Para mim, esta é a parte mais difícil da criação do blog: escolher a ordem de publicação dos textos.

Não consigo me sentir bem relendo meus textos. Sempre encontro novos erros, penso que poderia ser escrito de outra forma e fico achando que não estão bons o suficiente para publicar. Chego a afirmar que, para mim, meus textos nunca estarão efetivamente prontos.

Isso é uma tortura. Se lembra de quando era criança e sua mãe pedia para que você escolhesse apenas um brinquedo para levar quando iam à casa de sua vó? Lembra da angústia de não querer cometer nenhuma injustiça ao decidir entre os Comandos em Ação e os Cavaleiros do Zodíaco? Ou da frustração de olhar para todos os seus brinquedos e achar que nenhum é legal o bastante para te acompanhar até a casa de sua vó? Pois é… Meus textos são os meus brinquedos.

Optei pelo mais óbvio, uma organização cronológica. Primeiro que assim não cometerei nenhuma “injustiça” ao ter que fazer escolhas entre meus textos. Segundo que desta forma vocês poderão acompanhar o meu “amadurecimento literário” e julgar se houve melhora, se perdi a mão ou se continuo escrevendo da mesma forma de sempre.

Os textos estarão organizados em duas categorias: Contos e Crônicas.

Nessa segunda categoria a organização não será a mesma, pois uma crônica na maioria das vezes está relacionada a algum tema de momento, portanto elas serão publicadas de acordo com meu estado de espírito no momento.

Categorias:Introdução